Diretoria

CARLOS UJHAMA 

Membro do Conselho Internacional de Dança CID/UNESCO, Fundador do IABACE, plataforma cultural especializada nas danças, expressões e manifestações populares afro-brasileiras, reconhecida pelo Conselho Internacional de Dança CID/UNESCOno ano de 2017.

É coordenador geral do Programa de Certificação Internacional em Arte e Cultura Afro Brasileira AFROSSÁ BDC – Brasil Dance Concept´s. Diretor e coreógrafo da Cia. Contemporânea de Intervenção Urbana, reconhecida como “Expressão Afirmativa da Identidade Negra da cidade de Salvador”, pelo Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura, em seu Catálogo das Culturas Populares e Identitárias da Bahia, no ano de 2010.

Carlos Ujhama é agente e produtor cultural com trabalhos realizados em mais de 15 países, entre América do Sul e Europa, dentre alguns: 1° ENCONTRO DAS CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS DA BAHIA” / SALVADOR-BA, 2010; “BATALA DRUMCAMP / Grécia 2015, 2016, 2017; “CONTACT WAVE – AREZZO LOVE FESTIVAL” / Italia 2012, 2013; “MEU BRASIL, Paris danse le Brasil”/ França 2009; “PURE MUTT Capoeira – Samba Reggae – Hip Hop” (Uma pesquisa das danças urbanas das Américas UFBA, 2006).

Como dançarino, interprete e assistente coreográfico, atuou sob direção de:

Paco Gomes, na Cia. Tráfego de Movimentos, (1999 a 2001) Salvador- BA; Antônio Cozido, com a Cia. de Dança de Rua (1995 a 1998); e Raimundo Bispo dos Santos – Mestre King, com a Cia. Brasileira de danças Populares – SESC e na Cia. GÊNESIS (1992 a 1995).

A sua presença no mundo cultural vem sendo observada e relatada em importantes biografias e artigos sobre as diásporas africanas, dando destaque a publicação do livro “Pepitas Brasileiras”, do etnólogo francês Jean Yves Loude, que dedicou cerca de 30 paginas sobre o seu encontro com o professor Ujhama, na cidade de Salvador, no ano de 2011.

Prefacio do livro “Pepitas Brasileiras”

Dia 1o de janeiro de 2011. Na virada do ano, Leuk e Leão, escritores e etnólogos, recebem um e-mail em forma de desafio: o retrato de pele negra que olha para eles da tela é o de Luzia, reconstituído a partir de um crânio encontrado em terras brasileiras. Uma mulher negroide, no “Novo Mundo”, cerca de treze mil anos atrás?! A surpresa e a excitação logo despertam seu instinto de investigadores: e lá vão eles se lançar em uma viagem de cinco mil quilômetros, de ônibus, Brasil afora e adentro, do Rio de Janeiro a São Luís do Maranhão. Ágil e rigorosa, a narrativa de sua jornada desvela fascinantes complementos à história oficial, que esquece tantos e tanto: os homens e as mulheres que encontram têm em comum o fato de serem negros, descendentes de pessoas escravizadas; de terem participado, com sua coragem, criatividade e resistência, da construção da(s) identidade(s) e da(s) alma(s) brasileira(s); e de terem ficado na sombra, ou à margem. Um taumaturgo siciliano (São Benedito), a santa da máscara de flandres (a escrava Anastácia), um boxeador campeão de arte bruta (Arthur Bispo do Rosário), o advogado das quinhentas vitórias (Luís Gama), um escultor de cabeças de açúcar (Caetano Dias), a rainha literária das favelas (Carolina Maria de Jesus), o vencedor da fome (Beato José Lourenço), o dragão dos mares (Francisco José do Nascimento) e o imperador das liberdades (Negro Cosme) são algumas das personalidades excepcionais evocadas por Jean-Yves Loude. Cintilantes pepitas de ouro negro nas águas tantas vezes lamacentas da história brasileira.