Diretoria

CARLOS UJHAMA 

Fundador do IABACE, instituição especializada nas danças, manifestações e expressões culturais afro-brasileira, Membro do Conselho Internacional de Dança CID/UNESCO e colaborador no Spazio Seme – Centro Artistico Internazionale/IT, desde 2012.

É coordenador geral do Programa de Certificação Internacional em Arte e Cultura Afro Brasileira AFROSSÁ BDC – Brasil Dance Concept´s (primeiro programa de formação em danças afro-brasileira, reconhecido pelo Conselho Internacional de Dança CID/UNESCO). Diretor e coreógrafo da Cia. Contemporânea de Intervenção Urbana, reconhecida como “Expressão Afirmativa da Identidade Negra da cidade de Salvador”, através do Centro de Culturas Populares e Identitárias da Bahia/SECULT-BA – BRASIL, Governo do Estado da Bahia/2010. 

Carlos Ujhama é agente e produtor cultural com trabalhos realizados em mais de 15 países, entre América do Sul e Europa, dentre alguns:

  • 1° ENCONTRO DAS CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS DA BAHIA” / SALVADOR-BA, 2010;
  • “BATALA DRUMCAMP / Grécia 2015, 2016, 2017;
  • “CONTACT WAVE – AREZZO LOVE FESTIVAL” / Italia 2012, 2013;
  • “MEU BRASIL, Paris danse le Brasil”/ França 2009;
  • “PURE MUTT Capoeira – Samba Reggae – Hip Hop” (Uma pesquisa das danças urbanas das Américas UFBA, 2006).

Atuou como bailarino e interprete sob a direção de:

Paco Gomes, na Cia. Tráfego de Movimentos, (1999 a 2001) Salvador- BA; Antônio Cozido, com a Cia. de Dança de Rua (1995 a 1998); e Raimundo Bispo dos Santos – Mestre King, com a Cia. Brasileira de danças Populares – SESC e na Cia. GÊNESIS (1992 a 1995).

Foi descrito pelo etnólogo francês Jean Yves Loude, em seu livro “Pepitas Brasileiras/2017”, como um ser esbelto, flexível, grave, com seu rosto de esfinge coroado por tranças rastas. No livro, que narra a historia Leuk e Leão, dois pesquisadores que recebem um e-mail em forma de desafio, no dia 01 de janeiro de 2011: descobrir quem é Luíza, o retrato de pele negra que olha para eles da tela, reconstituído a partir de um crânio encontrado em terras brasileiras. Uma mulher negroide, no “Novo Mundo”, cerca de treze mil anos atrás?!

A surpresa e a excitação logo despertam seu instinto de investigadores: e lá vão eles se lançar em uma viagem de cinco mil quilômetros, de ônibus, Brasil afora e adentro, do Rio de Janeiro a São Luís do Maranhão. Ágil e rigorosa, a narrativa de sua jornada desvela fascinantes complementos à história oficial, que esquece tantos e tanto: os homens e as mulheres que encontram têm em comum o fato de serem negros, descendentes de pessoas escravizadas; de terem participado, com sua coragem, criatividade e resistência, da construção da(s) identidade(s) e da(s) alma(s) brasileira(s); e de terem ficado na sombra, ou à margem. Um taumaturgo siciliano (São Benedito), a santa da máscara de flandres (a escrava Anastácia), um boxeador campeão de arte bruta (Arthur Bispo do Rosário), o advogado das quinhentas vitórias (Luís Gama), um escultor de cabeças de açúcar (Caetano Dias), a rainha literária das favelas (Carolina Maria de Jesus), o vencedor da fome (Beato José Lourenço), o dragão dos mares (Francisco José do Nascimento), o imperador das liberdades (Negro Cosme) e o professor de dança e ex-bailarino Carlos Ujhama.

livro “Pepitas Brasileiras”